<p> <img src="https://s2-g1.glbimg.com/IuBT_VFKFyvvb2HVoZFBao3dvcw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/B/s/xW3zZAQR2ANg0ca7ZTeQ/copia-de-copia-de-copia-de-padrao-foto-g1-goias-4-.jpg" /><br /> Empresa cancela baile e alunos fazem festa em 24h, em Goiânia<br />
Os alunos que organizaram a própria festa de formatura após o cancelamento por uma empresa pagaram cerca de R$ 1.500 por formando pela festa. O pacote foi pago pelos estudantes do Colégio Estadual Albert Sabin, em Goiânia, em parcelas de maio a novembro, segundo a mãe de uma das formandas.<br />
O caso aconteceu em Goiânia, e os alunos souberam do cancelamento da festa um dia antes da data prevista inicialmente. Eles tiveram apenas um dia para reorganizar o evento, que acabou sendo realizado na casa de uma das alunas.<br />
Em nota ao g1, a RS Gestão de Eventos esclareceu que dois dos três eventos contratados foram realizados e que, em um primeiro momento, não houve cancelamento. O documento informou ainda que foi enviado às famílias um comunicado oferecendo remarcação da data ou reembolso, porque o evento não atingiu o número mínimo contratual de 50 participantes e que a maioria optou pela devolução (veja nota na íntegra abaixo).<br />
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Sonho destruído<br />
Ao g1, a técnica de enfermagem Elisângela Alves da Silva contou que a festa de formatura era o sonho da filha, Isadora Nayara Ribeiro Alves, de 18 anos. Ela disse que a adolescente chorou muito e passou a noite acordada, sentindo-se enganada.<br />
“Era um sonho que ela estava realizando, algo muito esperado. Foi um ano pagando, sonhando com a formatura, planejando como seria o penteado, a maquiagem, o vestido, porque ela não debutou, não fez festa de 15 anos, então estava apostando tudo nessa formatura. Queria fazer filmagem, fotos, ter algo na vida para mostrar”, disse.<br />
Estudante Isadora Nayara Ribeiro Alves (à direita) e os colegas em baile improvisado (à esquerda).<br />
Arquivo Pessoal/Elisângela Alves e Anna Clara Kojima<br />
A mãe contou que a filha não quer mais saber do vestido comprado para a festa, porque ficou traumatizada. “Até o vestido dela está aqui em casa, um vestido lindo. Ela falou para vender ou fazer qualquer coisa porque não quer nem ver”, disse.<br />
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Contrato com as famílias<br />
Segundo Elisângela, todos precisaram pagar uma entrada.<br />
“No começo, a gente fez até uma rifa para poder pagar a entrada, porque tinha que dar R$ 300 de entrada para parcelar o restante. Minha filha fez, junto com mais duas ou três colegas, uma rifa para cada uma pagar a sua entrada. Mobilizou familiares, mobilizou amigos para conseguir iniciar essa formatura dela”, disse.<br />
Elisângela informou que a empresa ofereceu o ressarcimento, mas ela não optou pela devolução.<br />
Alunos do Ensino Médio no Colégio Estadual Albert Sabin. / Reprodução/Arquivo pessoal de Anna Clara Kojima</p>
<p>Cancelamento um dia antes<br />
Segundo a diretora do colégio, Sandra Maria de Oliveira, em entrevista ao g1, a empresa é responsável por eventos de outras instituições e, em anos anteriores, havia cumprido o contrato. Ela disse que não participou do processo de contratação dos serviços pelas famílias.<br />
“O contrato é diretamente com os alunos, com as famílias. Não temos responsabilidade jurídica com os contratos, mas temos uma responsabilidade moral porque a empresa foi até a escola”, afirmou.<br />
Segundo a diretora, a empresa cumpriu dois serviços e cancelou o último, que era o baile, às vésperas do evento, com a garantia de que faria em outra data. Mas, no fim, confirmou que a festa no Albert Sabin estava cancelada, alegando ‘falatórios’.<br />
“Ele cancelou de várias outras escolas, uma inclusive no dia, às 10h. Ele não nos atendeu, mandou uma mensagem com a proposta de adiar ou fazer em nova data. E por fim mandou uma mensagem cancelando a nossa escola alegando que, devido à repercussão do caso, os fornecedores não o atenderiam”, disse.<br />
Festa improvisada<br />
Segundo a estudante Anna Clara Kojima, uma das formandas, ela pagou R$ 2.780 pela festa porque comprou duas mesas. Ela estava à frente da comissão organizadora e descobriu, junto com a diretora, que a festa seria cancelada.<br />
De acordo com a jovem, o grupo decidiu organizar a própria festa e conseguiu montar o evento em 24 horas. A reunião aconteceu na casa da estudante, com a ajuda dos pais. O grupo se revezou e cada um levou itens como comida, refrigerante e cadeiras.<br />
Nota &#8211; RS Gestão de Eventos<br />
&#8220;A RS Gestão de Eventos informa que todas as escolas que possuem contrato vigente com a empresa tiveram dois dos três eventos entregues conforme previsto, mantendo o compromisso assumido com alunos, pais e instituições.<br />
Para as escolas que não atingiram a quantidade mínima de participantes estabelecida em contrato, foi apresentada a opção de reagendamento da data ou reembolso dos valores pagos. Contudo, a maioria dos participantes optou pelo reembolso, o que tornou inviável a realização do evento remanescente na data inicialmente proposta.<br />
Lamentamos profundamente os transtornos ocasionados. Ressaltamos que fatores como o baixo número de participantes e inadimplência impactam diretamente a estrutura financeira necessária para a execução de eventos desse porte, tornando imprescindíveis tais medidas.<br />
Reforçamos que todas as informações e orientações oficiais estão sendo repassadas exclusivamente pelos grupos de WhatsApp das formaturas, garantindo organização, transparência e centralização da comunicação.<br />
A RS Gestão de Eventos permanece empenhada em conduzir a situação da melhor maneira possível, prezando pelo respeito e pela responsabilidade com todos os envolvidos.&#8221;<br />
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