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Caso Gritzbach: Justiça Militar condena 11 PMs por fazerem segurança ilegal para delator do PCC morto em aeroporto de SP

<p> <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;s2-g1&period;glbimg&period;com&sol;fTQxMPyMnSmerqN0m1zHjUJaDFY&equals;&sol;i&period;s3&period;glbimg&period;com&sol;v1&sol;AUTH&lowbar;59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a&sol;internal&lowbar;photos&sol;bs&sol;2025&sol;f&sol;B&sol;4nTYkKRl6qHAIRozSJVg&sol;whatsapp-image-2025-11-06-at-16&period;35&period;01&period;jpeg" &sol;><br &sol;> Como o caso Gritzbach escancarou o envolvimento de 27 policiais de SP com o PCC e CV&semi; veja quem são<br &sol;>&NewLine;A Justiça Militar de São Paulo condenou&comma; nesta terça-feira &lpar;16&rpar;&comma; 11 dos 15 policiais militares acusados de prestar serviços de segurança particular para o delator do PCC Antonio Vinícius Gritzbach&comma; executado a tiros em novembro do ano passado no Aeroporto Internacional de São Paulo&comma; em Guarulhos&comma; na Grande São Paulo&period;<br &sol;>&NewLine;Esta é a primeira sentença relacionada ao caso&comma; que expôs o envolvimento de agentes públicos com o crime organizado tanto na Polícia Militar quanto na Polícia Civil paulistas &lpar;leia mais abaixo&rpar;&period;<br &sol;>&NewLine;Os PMs foram condenados por integrar uma organização criminosa e por falsidade ideológica&comma; crimes militares ligados à escolta ilegal do empresário&period; As penas variam de 3 a 8 anos de reclusão&period; Com isso&comma; os réus que estavam presos preventivamente deverão cumprir a pena em regime semiaberto&period; Quatro policiais foram absolvidos&period;<br &sol;>&NewLine;O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar proíbe que agentes façam &OpenCurlyDoubleQuote;bicos” como segurança privada&period; A infração é considerada grave e pode resultar em punições administrativas que vão de advertência até a exclusão da corporação&period; À época das revelações&comma; o então secretário da Segurança Pública de São Paulo&comma; Guilherme Derrite&comma; criticou publicamente a conduta dos PMs envolvidos&period;<br &sol;>&NewLine;O caso<br &sol;>&NewLine;Pouco antes das 16h de 8 de novembro de 2024&comma; o corretor de imóveis Antonio Vinicius Gritzbach pousou no Aeroporto Internacional de São Paulo&comma; em Guarulhos &lpar;SP&rpar;&period; Minutos depois&comma; ele deixou o saguão de voos domésticos ao lado da namorada e de um dos seguranças em direção à saída&comma; caminhou alguns metros e&comma; ao pisar na segunda calçada&comma; foi fuzilado&period;<br &sol;>&NewLine;Gritzbach&comma; que ficou conhecido como &&num;8220&semi;delator do PCC&&num;8221&semi;&comma; retornava de uma viagem de Maceió &lpar;AL&rpar; e trazia na mala milhares de reais em joias – que seriam parte do pagamento de uma dívida&period; Além dele&comma; um motorista de aplicativo que estava à espera de um passageiro foi atingido e morreu&period; Outras duas pessoas se feriram após os disparos de fuzis&period;<br &sol;>&NewLine;A ação cinematográfica&comma; à luz do dia&comma; no maior aeroporto da América do Sul&comma; não se restringiu aos crimes de homicídios&period; Nos últimos 12 meses&comma; a Polícia Civil&comma; a Corregedoria da Polícia Militar&comma; a Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo &lpar;MP-SP&rpar; avançaram em diferentes frentes&period; Policiais civis e militares foram presos e os executores do crime identificados&comma; mas os mandantes e o &OpenCurlyDoubleQuote;olheiro” que indicou o desembarque seguem foragidos&period;<br &sol;>&NewLine;Vinicius Lopes Gritzbach&comma; que foi executado no Aeroporto Internacional de SP&period;<br &sol;>&NewLine;Divulgação<br &sol;>&NewLine;Ao longo do último ano&comma; o &&num;8220&semi;caso Gritzbach” também trouxe a público ainda mais detalhes de esquemas estruturados de corrupção policial e extorsão&comma; a sofisticação da lavagem de dinheiro por meio da construção civil e de fintechs para o Primeiro Comando da Capital &lpar;PCC&rpar;&comma; operações bilionárias envolvendo agentes públicos e como essa engrenagem permitiu a expansão nacional e transnacional da maior facção criminosa do Brasil&period;<br &sol;>&NewLine;Um quadro montado na sala de Justiça do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa &lpar;DHPP&rpar; usa fotos de investigados&comma; informações e documentos para ajudar os policiais a relacionar ou descartar outros suspeitos de envolvimento no crime&period; Nessa reportagem especial&comma; a GloboNews e o g1 detalham o que foi descoberto até o momento e o que ainda não foi revelado e&sol;ou concluído pelas investigações&period;<br &sol;>&NewLine;Quadro da investigação do caso Gritzbach e as novas frentes de investigação&comma; em sala do DHPP<br &sol;>&NewLine;Divulgação<br &sol;>&NewLine;O que já foi descoberto<br &sol;>&NewLine;Envolvidos diretos na execução e motivação<br &sol;>&NewLine;Em março deste ano&comma; a Polícia Civil de São Paulo concluiu a investigação sobre o assassinato&period; Segundo o inquérito&comma; o crime foi motivado por vingança&period; Seis pessoas foram indiciadas por homicídio com cinco agravantes&colon; três PMs já estão presos e outros três homens estão foragidos&comma; incluindo os dois apontados como os mandantes&period;<br &sol;>&NewLine;O relatório final tem 486 páginas e lista provas colhidas em quatro meses de investigação&period; Os PMs são apontados como executores do crime&comma; ocorrido em novembro de 2024&period;<br &sol;>&NewLine;Quem são os seis indiciados&colon;<br &sol;>&NewLine;Emílio Carlos Gongorra&comma; o &OpenCurlyDoubleQuote;Cigarreira” &&num;8211&semi; apontado como traficante e mandante do crime &lpar;foragido&rpar;&semi;<br &sol;>&NewLine;Diego Amaral&comma; o &OpenCurlyDoubleQuote;Didi” &&num;8211&semi; apontado como mandante do crime &lpar;foragido&rpar;&semi;<br &sol;>&NewLine;Kauê Amaral &&num;8211&semi; apontado como olheiro do aeroporto &lpar;foragido&rpar;&semi;<br &sol;>&NewLine;Denis Antônio Martins&comma; cabo da PM &&num;8211&semi; apontado como executor &lpar;preso&rpar;&semi;<br &sol;>&NewLine;Ruan Silva Rodrigues&comma; soldado da PM &&num;8211&semi; apontado como executor &lpar;preso&rpar;&semi;<br &sol;>&NewLine;Fernando Genauro&comma; tenente da PM &&num;8211&semi; motorista do carro que levou os atiradores até o aeroporto &lpar;preso&rpar;&period;<br &sol;>&NewLine;Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa &lpar;DHPP&rpar;&comma; Cigarreira mandou matar o desafeto Gritzbach para vingar Anselmo Santa Fausta&comma; traficante assassinado numa emboscada em 2021&period;<br &sol;>&NewLine;A morte do amigo&comma; um suposto desfalque financeiro e a delação de Gritzbach&comma; em que ele aponta ligações entre agentes do estado e criminosos do PCC&comma; levaram Cigarreira a arquitetar a execução&comma; de acordo com a investigação&period;<br &sol;>&NewLine;Vinicius Gritzbach entregou esquemas criminosos do PCC e denunciou policiais por corrupção em depoimentos ao Ministério Público&period; Ele respondia a processo acusado de lavar dinheiro da facção por meio da compra e venda de imóveis e postos de gasolina&period;<br &sol;>&NewLine;Em troca da delação&comma; ele pediu para não ser condenado por associação criminosa&period; Responderia somente pela corrupção&period;<br &sol;>&NewLine;Caso Gritzbach em números 1<br &sol;>&NewLine;Arte&sol;g1<br &sol;>&NewLine;Julgamentos<br &sol;>&NewLine;Até o momento&comma; o caso chegou a duas esferas para julgamento&colon; na Justiça Criminal e na Justiça Militar&period;<br &sol;>&NewLine;1&period; Justiça Militar&colon;<br &sol;>&NewLine;15 PMs &lpar;sendo dois oficiais e 13 praças&rpar; são réus e respondem por crimes militares de falsidade ideológica e organização criminosa pela escolta ilegal de Antônio Vinicius Gritzbach&period;<br &sol;>&NewLine;O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar não permite que os agentes façam &OpenCurlyDoubleQuote;bicos”&period; O exercício ou a administração da função de segurança particular é uma transgressão grave&period; As sanções podem variar de advertência até a exclusão da corporação&comma; dependendo do histórico do autor&period;<br &sol;>&NewLine;Na época em que o caso foi revelado&comma; o secretário de Segurança Pública de São Paulo&comma; Guilherme Derrite&comma; criticou a conduta dos PMs que trabalhavam como segurança particular do delator do PCC&period;<br &sol;>&NewLine;Além disso&comma; os três PMs denunciados como executores dos assassinatos são réus na Justiça Militar&period; Por responderem pelo crime de homicídio&comma; eles também são réus na Justiça Comum&period;<br &sol;>&NewLine;2&period; Justiça Comum&colon;<br &sol;>&NewLine;Três PMs &lpar;o tenente Fernando Genauro da Silva&comma; o soldado Ruan Silva Rodrigues e o cabo Denis Antonio Martins&rpar; e três civis &lpar;os acusados de serem os mandantes da execução Diego dos Santos Amaral&comma; o &OpenCurlyDoubleQuote;Didi”&comma; e Emílio Carlos Gangorra Castilho&comma; o &&num;8220&semi;Cigarreira&&num;8221&semi;&comma; além do &OpenCurlyDoubleQuote;olheiro” Kauê do Amaral Coelho&rpar; são réus e respondem pelos assassinatos de Gritzbach e de Celso Araujo Sampaio de Novais &lpar;um motorista de aplicativo que também estava no aeroporto&comma; foi baleado e morreu no hospital&rpar;&period;<br &sol;>&NewLine;Todos também são acusados por tentativa de homicídio de um funcionário do terminal e uma passageira que ficaram feridos no atentado&period;<br &sol;>&NewLine;O tenente&comma; o soldado e o cabo devem ir a júri popular nos próximos meses&period; Já houve uma decisão do juiz que aceitou a acusação e enviou o caso para julgamento popular&comma; mas há recursos desta decisão no Tribunal de Justiça&period;<br &sol;>&NewLine;Quanto a Didi&comma; a colheita de provas já se encerrou&comma; com a apresentação de memoriais escritos pelo Ministério Público que pede também que o caso vá para júri popular&comma; mas a decisão ainda depende da manifestação pela defesa&period;<br &sol;>&NewLine;Em relação aos corréus Cigarreira e Kauê&comma; o processo está suspenso&comma; aguardando o cumprimento do mandado de prisão ou até a constituição de advogado&period;<br &sol;>&NewLine;Outra vítima fatal e feridos<br &sol;>&NewLine;Além de Gritzbach&comma; um motorista de aplicativo foi baleado e morreu no hospital&period; Celso Araujo Sampaio de Novais estava finalizando uma corrida no aeroporto quando foi atingido pelos disparos de fuzil&period;<br &sol;>&NewLine;Outras duas pessoas ficaram feridas no atentado&period; Willian Souza Santos trabalha no aeroporto para uma empresa terceirizada e chegava ao terminal para iniciar o expediente&period; No momento dos disparos&comma; ele estava no parte externa do aeroporto quando ouviu disparos de arma de fogo e foi atingido na região da mão direita&period;<br &sol;>&NewLine;Samara Lima de Oliveira voltava de Salvador &lpar;BA&rpar; e se preparava para solicitar um veículo de aplicativo&period; Próximo à porta de saída&comma; contou à Justiça que ouviu diversos disparos&comma; imaginando&comma; inicialmente&comma; que se tratassem de fogos de artifício&period; Ela foi ferida de raspão na região do abdome&period;<br &sol;>&NewLine;O que ainda falta ser esclarecido&quest;<br &sol;>&NewLine;Joias trazidas de Alagoas e ex-sócio devedor<br &sol;>&NewLine;Após concluir as investigações sobre motivação&comma; executores e mandantes do crime&comma; a Polícia Civil abriu uma investigação para apurar se a viagem para Alagoas e a entrega das joias fizeram parte do plano para matá-lo&comma; envolvendo um ex-sócio de Gritzbach&period;<br &sol;>&NewLine;Durante a viagem&comma; o delator do PCC relatou a seu motorista e à namorada que uma pessoa lhe devia mais de R&dollar; 6 milhões e que recebeu a ligação do devedor&comma; que teria sido visto no aeroporto ao chegar em Maceió&period;<br &sol;>&NewLine;Gritzbach&colon; por que 3 investigações apuram ligaçao de delator com policiais e facções<br &sol;>&NewLine;Em depoimento&comma; o motorista Danilo Lima Silva afirmou que&comma; por ordem de Gritzbach e acompanhado do segurança e PM Samuel da Luz&comma; encontrou uma pessoa que se apresentou como Alan em um quiosque na orla de Maceió e entregou uma sacola com as joias&comma; que foram guardadas pelo patrão e levadas nas bagagens até São Paulo&period;<br &sol;>&NewLine;A namorada&comma; Maria Helena Paiva Antunes&comma; também afirmou à Polícia Civil que Gritzbach comentou que as joias pertenciam a Pablo Henrique Borges e que &&num;8220&semi;Picareta&&num;8221&semi; &lpar;apelido dado por Gritzbach a Pablo&rpar; estava vendendo-as por um preço muito abaixo do valor real&period;<br &sol;>&NewLine;Pablo é ex-sócio de Gritzbach e estaria envolvido no &OpenCurlyDoubleQuote;desaparecimento” dos valores em criptomoedas de diversos membros do PCC&period; O dinheiro&comma; ainda segundo a investigação&comma; era cobrado de Gritzbach e teria motivado seu sequestro&period;<br &sol;>&NewLine;Em trabalho de campo&comma; policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa &lpar;DHPP&rpar; receberam a informação de que as joias entregues a Gritzbach em Maceió eram de fato de Pablo&period; Entre as provas estão duas alianças de ouro&comma; com diamantes e rubis&comma; com a inscrição &OpenCurlyDoubleQuote;Marcela &amp&semi; Pablo eternamente”&comma; além de duas pulseiras com as iniciais &OpenCurlyDoubleQuote;P” e &OpenCurlyDoubleQuote;M” na região central – uma menção&comma; segundo a polícia&comma; aos nomes Pablo e Marcella&period;<br &sol;>&NewLine;A Polícia Civil investiga se a viagem de Gritzbach teria sido parte do plano para matá-lo&period;<br &sol;>&NewLine;&OpenCurlyDoubleQuote;O fato das joias serem de propriedade de Pablo mostra que possivelmente Antônio Vinicius Gritzbach foi atraído para o estado de Alagoas sobre o pretexto de &OpenCurlyQuote;receber’ valores devidos e esta pode ser uma etapa do plano de execução&comma; que pode ter outros mandantes envolvidos &lpar;&&num;8230&semi;&rpar; Esse cenário sugere que a atração da vítima pode ter sido uma etapa do plano de execução&comma; o qual pode envolver outros coautores no grupo de mando”&comma; consta no relatório final sobre a morte&period;<br &sol;>&NewLine;Outro fato que chamou a atenção dos policiais foi uma viagem feita por Pablo na véspera do crime&period; Na madrugada de 7 de novembro de 2024&comma; ele embarcou para Dubai – atitude semelhante à de Cigarreira&comma; que na mesma madrugada embarcou para o Rio de Janeiro&comma; em voo fretado&comma; que decolou de Jundiaí&comma; no interior paulista&period;<br &sol;>&NewLine;Pablo já havia sido investigado por fraude bancária&period; Em 2020&comma; uma reportagem do Fantástico mostrou que ele chefiava uma quadrilha que acessou ilegalmente 20 mil contas bancárias e causou prejuízo de R&dollar; 400 milhões no sistema financeiro&period; Ele chegou a ser preso por dois dias e assinou um acordo de delação com o MP&period;<br &sol;>&NewLine;A diretora do DHPP&comma; Ivalda Aleixo&comma; afirma que &OpenCurlyDoubleQuote;a probabilidade é muito alta” do envolvimento de Pablo no plano para matar Gritzbach&comma; mas reforça que são suspeitas que dependem de mais apuração e que envolvem outros investigados&period; A Polícia Civil de São Paulo tem compartilhado informações com as autoridades de Alagoas para avançar nessa nova frente de investigação&period;<br &sol;>&NewLine;Operações com criptomoedas<br &sol;>&NewLine;As investigações apontam que Gritzbach seria responsável por lavar dinheiro do PCC com transações imobiliárias e teria convencido vários membros da facção a investir o dinheiro do tráfico em criptomoedas&comma; em parceria com o então sócio Pablo Henrique Borges&period;<br &sol;>&NewLine;A relação de Gritzbach com o alto escalão do PCC foi rompida após parte desse valor – ainda desconhecido – ter &OpenCurlyDoubleQuote;desaparecido”&period; Anselmo Santa Fausta &lpar;&OpenCurlyDoubleQuote;Cara Preta”&rpar; era um dos investidores e cobrou a dívida com Gritzbach&period; Este&comma; segundo a polícia&comma; seria o motivo pelo qual o delator do PCC encomendou a morte de Cara Preta em 2021&period; No ataque&comma; outro membro da facção e motorista de Cara Preta – Antônio Corona Neto &lpar;&OpenCurlyDoubleQuote;Sem Sangue”&rpar; – também foi atingido e morreu&period;<br &sol;>&NewLine;Apontado como o mandante dos assassinatos&comma; Gritzbach foi jurado de morte pelo PCC&period; Ele sofreu um atentado no Natal de 2023 e foi sequestrado meses depois&comma; mas teria sido liberado pelos traficantes porque apenas ele detinha as informações sobre o valor convertido em criptoativos e como resgatar o dinheiro&period;<br &sol;>&NewLine;Em uma outra frente de investigação&comma; o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado &lpar;Gaeco&rpar; do Ministério Público de São Paulo&comma; tenta rastrear essas operações&period;<br &sol;>&NewLine;A Polícia Civil também localizou em telefones usado por Gritzbach uma carteira de criptomoedas que foi usada na viagem para Alagoas para transferir cerca de R&dollar; 300 mil como pagamento pelas joias&period;<br &sol;>&NewLine;Última ligação<br &sol;>&NewLine;Entre os celulares periciados&comma; a Polícia Civil mapeou que a última ligação feita por um aparelho encontrado na mala de Gritzbach ocorreu menos de 20 minutos antes da execução&period; Ela foi feita pelo delator do PCC às 15h48 e durou 126 segundos&period; Depois dessa ligação&comma; o telefone foi desligado&period; O crime foi às 16h05&period;<br &sol;>&NewLine;O número de telefone que recebeu a ligação foi rastreado até a cidade de Marechal Deodoro &lpar;AL&rpar;&comma; onde mora David Moreira da Silva&period; o ex-agente penitenciário de São Paulo e ex-segurança de Pablo&comma; e que foi indiciado com Gritzbach pelo homicídio de Cara Preta e Sem Sangue&period;<br &sol;>&NewLine;Segundo a polícia&comma; David era primo de Noé Schaun&comma; executor dos dois&comma; que foi assassinado pelo PCC dias após a morte de &OpenCurlyDoubleQuote;Cara Preta” e &OpenCurlyDoubleQuote;Sem Sangue”&period;<br &sol;>&NewLine;Após seu indiciamento&comma; David se mudou para Marechal Deodoro e atualmente cumpre prisão domiciliar na cidade&period; Para a Polícia Civil&comma; há indícios de que ele possa estar envolvido com as joias que Gritzbach buscou em Alagoas&period;<br &sol;>&NewLine;Outro ponto que chama atenção dos policiais é a última ligação realizada 20 minutos antes do crime&comma; especialmente porque esse telefone permanece desligado até hoje&comma; o que&comma; segundo os investigadores&comma; pode indicar uma tentativa de ocultação de provas ou envolvimento direto nos acontecimentos&period;<br &sol;>&NewLine;Últimas mensagens<br &sol;>&NewLine;Durante a viagem a Alagoas&comma; Gritzbach usou o mesmo celular para trocar mensagens com outras pessoas&period; O número do telefone foi registrado com contas falsas de e-mail e usado quando o delator do PCC estava em Maceió e em São Miguel dos Milagres&comma; cidade onde procurou uma casa&comma; com a namorada&comma; para passar o Ano Novo&period;<br &sol;>&NewLine;A perícia apontou que havia apenas um contato salvo no aparelho&comma; em nome de uma construtora&comma; e o registro de uma ligação para um número registrado no exterior&period; Todo o conteúdo foi apagado&comma; mas o serviço de inteligência do DHPP descobriu que a maioria das antenas acessadas era na cidade de Marechal Deodoro &lpar;AL&rpar;&comma; que fica a menos de 30 quilômetros da capital alagoana&period;<br &sol;>&NewLine;Omissão em escolta e policiais civis suspeitos de corrução<br &sol;>&NewLine;Um novo inquérito policial apura se mais pessoas estão envolvidas no assassinato&period; A pedido do MP&comma; os 15 PMs que faziam a escolta ilegal dele e policiais civis suspeitos de corrupção estão sob investigação&period;<br &sol;>&NewLine;Os policiais militares da escolta ilegal de Gritzbach já foram investigados pela Corregedoria da Polícia Militar&comma; mas em outro inquérito&comma; que concluiu que eles vendiam aos criminosos informações sigilosas sobre operações policiais&period;<br &sol;>&NewLine;Todos os 15 PMs que faziam segurança para o empresário estão presos e respondem na Justiça Militar por organização criminosa e falsidade ideológica&period; Agora a Polícia Civil quer saber se houve omissão ou conivência dos PMs no assassinato&period;<br &sol;>&NewLine;Já os nove policiais civis citados na delação premiada homologada pela Justiça foram investigados em inquéritos da Polícia Federal sobre corrupção&comma; em parceria com o Ministério Público&period; Eles também são réus por lavagem de dinheiro&period; A nova frente de investigação apura se eles podem ter tido relação com o assassinato diante das informações repassadas por Gritzbach antes de ser morto&period;<br &sol;>&NewLine;Gritzbach tinha mais a revelar&quest;<br &sol;>&NewLine;Antes de ser executado&comma; Gritzbach negociou duas delações premiadas com o MP-SP&period; A primeira não foi homologada após vazamentos de informações&period; Meses depois&comma; ele procurou novamente os promotores do Gaeco&comma; acompanhado por uma nova equipe de advogados&period; Foram inúmeras reuniões sigilosas&period;<br &sol;>&NewLine;Em centenas de páginas com diversos anexos&comma; Gritzbach relatou em detalhes que foi extorquido por policiais civis&comma; como trabalhava para traficantes para lavar o dinheiro do tráfico de drogas e armas e como as fintechs eram usadas para operar milhões de reais e dar lucro&comma; sem disparar o alerta das autoridades&period; Em troca&comma; ele buscava a liberação de bens e patrimônio bloqueados em processos que respondia na Justiça&period;<br &sol;>&NewLine;Depois da morte&comma; o advogado Aristides Zacarelli&comma; que acompanhava o corretor de imóveis nas tratativas com os promotores&comma; afirmou que seu cliente provavelmente teria mais denúncias a fazer&period;<br &sol;>&NewLine;&&num;8220&semi;É difícil estimar o tempo&comma; pois ele sempre fornecia novas informações&period; E&comma; a partir dessas informações&comma; poderiam surgir operações e desdobramentos&period; É difícil estimar&period; Tinham mais coisas &lbrack;a serem delatadas&rsqb; sem dúvidas&&num;8221&semi;&comma; disse Zacarelli em entrevista ao Estúdio i&comma; da GloboNews&comma; quatro dias após a execução&period;<br &sol;>&NewLine;Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu inquérito sobre a participação de PMs na escolta ilegal e no assassinato de Vinícus Gritzbach <br &sol;><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;g1&period;globo&period;com&sol;sp&sol;sao-paulo&sol;noticia&sol;2025&sol;12&sol;16&sol;caso-gritzbach-justica-militar-condena-11-pms-por-fazerem-seguranca-ilegal-para-delator-do-pcc-morto-em-aeroporto-de-sp&period;ghtml" target&equals;"&lowbar;blank">Leia mais<&sol;a><&sol;p>&NewLine;

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