<p> <img src="https://s2-g1.glbimg.com/foQMfNxpouGnfVp6Jox6jq6GeTs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/4/i/aA03F3QzWvp7pTX4a6zw/eliette-4-.jpeg" /><br /> Balconista de Iracemápolis perde movimentos, visão e fala após cirurgias plásticas<br />
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso de uma moradora de Iracemápolis, no interior de São Paulo, que sofreu complicações durante uma cirurgia plástica em uma clínica de Limeira (SP). Mais de um mês após o procedimento, a balconista Eliete Regina de Aquino, de 35 anos não se movimenta, nem enxerga ou fala.<br />
Ela foi internada às 6h30 do dia 14 de novembro, no Hospital da Plástica, em Limeira (SP), para realizar abnominoplastia e lipoaspiração na coxa. Para realização dos procedimentos, segundo a família, ela pagou mais de R$ 25 mil, por meio de um consórcio, durante cinco anos.<br />
&#8220;Ela não se sentia bem com o corpo. Às vezes, ela ia experimentar uma roupa, não gostava. Era um sonho dela [realizar as cirurgias]. Um sonho que virou pesadelo&#8221;, lamentou Fabiana Aparecida de Aquino, irmã de Eliete.<br />
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Veja reportagem completa sobre o caso no EPTV 2<br />
De acordo com os registros feitos em fichas da própria clínica, Eliete recebeu anestesia às 7h30 e o primeiro procedimento foi iniciado pouco antes das 8h.<br />
A cirurgia aconteceu sem problemas até 12h15, quando Eliette teve uma parada cardíaca. Ela foi reanimada e, segundo o documento, os batimentos foram retomados cinco minutos depois.<br />
A cirurgia foi concluída às 13h30 e às 14h a equipe chamou uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel para que a paciente fosse levada para um hospital particular.<br />
Eliete Regina de Aquino, de 35 anos, teve complicações em cirurgias de abnominoplastia e lipoaspiração na coxa<br />
Acervo pessoal<br />
Demora para repassar informações<br />
&#8220;Demorou muito tempo pra família saber o que estava acontecendo com a minha prima. Quando avisaram, era 3 e pouco da tarde&#8221;, relatou Elisabete Aparecida de Oliveira, prima de Eliete.<br />
Em depoimento à Polícia Civil, a irmã de Eliete disse que a paciente foi transferida para o hospital particular sem ter sido entubada e que o cirurgião responsável pelo procedimento disse que Eliete teve uma parada cardíaca, foi reanimada e depois teve outra parada.<br />
No documento da clínica, os profissionais disseram que foi apenas uma parada e não duas.<br />
&#8220;A gente quer saber realmente o que aconteceu lá dentro da sala de cirurgia. Se realmente houve negligência, a gente quer justiça&#8221;, cobra Fabiana.<br />
Sequelas neurológicas graves<br />
Segundo a família, depois da cirurgia, Eliete deu entrada em um hospital particular já em estado grave. Desde então, a cronologia do caso foi a seguinte:<br />
Ela ficou internada no hospital particular do dia 14 de novembro a 5 de dezembro, com risco de morte cerebral, passou por cirurgia no cérebro e teve complicações pulmonares;<br />
No dia 5 de dezembro, ainda de acordo com a família, Eliete foi transferida para a Santa Casa de Limeira;<br />
Ela permaneceu internada até o dia 17, com sequelas neurológicas graves. Segundo relatório médico, a reversão do quadro é improvável a curto e médio prazo;<br />
No dia 17 de dezembro, Eliete recebeu alta hospitalar e passou a ser cuidada pela família em casa. Ela não fala, não consegue se movimentar e tem espasmos neurológicos;<br />
Depois de cinco dias em casa, Eliete teve febre alta e foi levada pela família, na segunda-feira (22), ao Pronto-Socorro de Iracemápolis. Ela passou por exames, recebeu alta e voltou para casa.<br />
Eliete pagou mais de R$ 25 mil pelos procedimentos que deixaram sequelas<br />
Acervo pessoal<br />
Família denuncia falta de suporte<br />
A família denuncia que a clínica de cirurgia plástica não está dando suporte à paciente.<br />
&#8220;A Eliete, hoje, não tem movimento algum dos quatro membros, nem pernas e nem braços. Ela não enxerga e nem está falando. Ela está com uma tráqueo no pescoço e só sente mesmo toque da gente. [&#8230;] É muito gasto. A gente precisa de um respaldo, de um home care, de um plano de saúde vitalício. A minha mãe está hoje sozinha cuidando dela, 24 horas ela não sai de perto. Precisava pelo menos de uma enfermeira 24 horas para poder ajudar&#8221;, explicou Fabiana.<br />
Eliete trabalhava como balconista em uma lanchonete de Iracemápolis e tem três filhos.<br />
&#8220;O que importa é minha filha voltar a andar, falar, que nem ela sempre fez comigo. Eu não sei quem tá errado, não sei quem tá certo, mas se tiver alguém errado e for descoberto, eu quero o que puna&#8221;, cobrou a mãe de Eliete, Maria do Carmo da Silva.<br />
&#8220;Tá sendo difícil pra todo mundo, pra minha mãe, pros irmãos, pro esposo, pros filhos. Os filhos não conseguem ficar perto. Tá difícil, muito difícil&#8221;, desabafou a irmã.<br />
Clínica onde foram realizados os procedimentos<br />
Reprodução/ EPTV<br />
Clínica não tem licença<br />
A Prefeitura de Limeira informou que o Hospital da Plástica não possui licença para funcionar.<br />
Também afirmou que uma equipe da Secretaria de Fazenda vai fazer uma vistoria no local e que a empresa será notificada por não ter o certificado de licenciamento integrado.<br />
Já a Secretaria de Saúde de Limeira informou que a clínica tem licença sanitária para procedimentos cirúrgicos.<br />
Médicos serão ouvidos pela polícia<br />
A Polícia Civil investiga o caso e deve ouvir nos próximos dias dois profissionais responsáveis pelo atendimento.<br />
Nesta terça-feira, a reportagem da EPTV, afiliada da TV globo, foi até o Hospital da Plástica e procurou pelos dois médicos, mas foi informada que eles estão em férias.<br />
Por nota, a clínica informou que não comenta nem confirma informações sobre qualquer paciente ou procedimento em razão de sigilo profissional e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.<br />
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