<p> <img src="https://s2-g1.glbimg.com/wk0mO3XNvfmMI9FGKNqVvcqlZsw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Z/B/6FrZ4rRGudgV1TGm5UCg/whatsapp-image-2025-12-23-at-20.49.06.jpeg" /><br /> Familiares e amigos celebram missa de 30º dia do menino Benício Xavier em Manaus.<br />
Patrick Marques/g1 AM<br />
O pequeno Benício Xavier de Freitas, que morreu após receber uma dose errada de adrenalina aplicada por via intravenosa em um hospital particular de Manaus, iria completar 7 anos nesta quinta-feira (25), data que marca o Natal e reforça a comoção em torno do caso, investigado pela Polícia Civil do Amazonas.<br />
‘A luta continua’: família e amigos cobram Justiça em missa de 30 dias de Benício<br />
Benício morreu na madrugada do dia 24 de novembro, depois de dar entrada no Hospital Santa Júlia, na capital, com tosse seca e suspeita de laringite. Segundo a família, houve erro na medicação administrada durante o atendimento. O caso é investigado pela Polícia Civil e também é apurado pelo Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam).<br />
Na mesma semana em que o menino completaria aniversário, a Justiça do Amazonas negou, pela segunda vez, o pedido de prisão preventiva da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raíza Bentes, investigadas pela morte da criança. A decisão foi tomada na terça-feira (23).<br />
De acordo com a Polícia Civil, o novo pedido foi apresentado pelo delegado Marcelo Martins durante o plantão judiciário do último domingo (21). Mesmo em período de recesso, o requerimento foi analisado pelo juiz de plantão, Luiz Carlos Valois, que decidiu pela negativa, entendendo que as medidas cautelares já impostas são suficientes para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.<br />
Segundo o inquérito, a médica prescreveu a aplicação de adrenalina por via intravenosa, e o medicamento foi administrado pela técnica de enfermagem. Conforme relato do pai, Bruno Freitas, a família chegou a questionar a prescrição e a forma de aplicação. Logo após a primeira dose, Benício apresentou uma piora súbita no quadro clínico.<br />
Após a reação, a criança foi levada para a sala vermelha, onde teve queda acentuada na oxigenação e precisou ser transferida para a UTI. Durante o processo de intubação, Benício sofreu paradas cardíacas e não resistiu, morrendo às 2h55 do domingo.<br />
Para a Polícia Civil, o menino foi vítima de homicídio. Apesar disso, a Justiça reforçou que as investigadas seguem afastadas de suas funções profissionais.<br />
No dia 16, a Justiça do Amazonas negou o primeiro pedido de prisão preventiva e determinou uma série de restrições às investigadas. Segundo o juiz Fábio Olintho de Souza, a prisão preventiva deve ser aplicada apenas em situações excepcionais.<br />
Entre as medidas determinadas estão:<br />
suspensão do exercício profissional por 12 meses, com possibilidade de prorrogação;<br />
comparecimento mensal em juízo para informar e justificar atividades;<br />
proibição de se ausentar da Região Metropolitana de Manaus sem autorização judicial;<br />
obrigação de manter distância mínima de 200 metros da família da vítima e das testemunhas.<br />
Dias depois, a Polícia Civil apreendeu o celular da médica, além de documentos e um carimbo que indicava especialidade em pediatria, embora ela não possua o título oficialmente reconhecido.<br />
A família de Benício afirma confiar que as investigações terão desdobramentos nas esferas penal, cível e ético-profissional. “Queremos justiça pelo Benício e que nenhuma outra família passe pelo que estamos vivendo. Não desejamos essa dor para ninguém”, declarou o pai.<br />
Infográfico &#8211; Caso Benício<br />
Arte g1<br />
Caso Benício Xavier: Justiça nega novo pedido de prisão de médica e técnica <br /><a href="https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/12/25/caso-benicio-crianca-que-morreu-apos-receber-adrenalina-na-veia-faria-7-anos-nesta-quinta-feira.ghtml" target="_blank">Leia mais</a></p>