<p> <img src="https://s2-g1.glbimg.com/SqogjVlHzbAaNiCkpEuMlTd9KWs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/M/3/XYDLU2RSuwMfOkxBeSBA/local-do-crime.jpg" /><br /> Maria Jucineide foi morta por estrangulamento pelo marido<br />
Reprodução/Redes sociais<br />
A Polícia Civil de Santarém, no oeste do Pará, realizou uma entrevista coletiva na noite de sábado (27) para dar detalhes sobre o caso de uma mulher que foi morta pelo companheiro no bairro Jutaí. A briga que resultou em feminicídio iniciou por causa de abacates.<br />
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De acordo com a delegada Carmen Ramos, que comandou as diligencias desde o momento do crime, a polícia foi acionada por volta das 11h da manhã sobre o caso. A partir daí iniciaram-se os procedimentos cabíveis para elucidar o caso.<br />
&#8220;Procedemos as requisições de perícias, fomos ao local do crime, identificamos testemunhas, entendemos a dinâmica do fato e conseguimos definir a autoria deste crime&#8221;, contou a delegada.<br />
Ainda segundo a delegada, enquanto as diligencias eram realizadas nas ruas, para localizar o suspeito da ação criminosa, ele se apresentou na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) acompanhado de advogados, o que impediu que ele permanecesse preso no primeiro momento.<br />
A delegada explica que a &#8220;não-prisão&#8221; está amparada pelo Art. 302 do Código Processual Penal (CPP), mas que paralelo a essa apresentação espontanea, a polícia já estava solicitando a prisão preventiva do suspeito ao juiz plantonista no Fórum de Santarém, que deferiu o pedido.<br />
O suspeito de ser o autor do crime foi apresentado à noite por familiares na delegacia, onde recebeu voz de prisão e foi dado o cumprimento do mandado de prisão preventiva. Ele segue preso, à disposição da polícia e da justiça.<br />
&#8220;Entramos em contato com a família do suspeito, explicamos que nesse momento o local mais seguro para ele, considerando toda a comoção pública, os ânimos exaltados, o risco à própria integridade física dele, então nós informamos isso a família então solicitamos que ele fosse apresentado. O irmão dele veio, trouxe até nós e nós fizemos esse cumprimento&#8221;, contou a delegada.<br />
Briga por abacates<br />
Samu constatou o óbito da vítima de feminicídio<br />
Kamila Andrade/g1<br />
A delegada explicou que tudo começou por causa de abacates. O suspeito teria pego as frutas e teria dado à outras pessoas. A vítima, Maria Jucineide, não gostou da atitude do companheiro de ter dado os abacates.<br />
&#8220;De acordo com o que coletamos, ainda no local do fato, junto a familiares, a suspeito teria pego esses abacates para dar para outras pessoas. A vítima não gostou e reclamou com ele e ele também não gostou, mas a forma de demonstrar que não gostou foi mais do que exagerado, foi desproporcional&#8221;, explicou a delegada.<br />
Pedido de Socorro<br />
A delegada contou ainda que a vítima chegou a correr, pedir socorro, gritar, ligar para familiares antes de ser morta, mas infelizmente ela não recebeu ajuda de ninguém próximo.<br />
Maria Jucineide foi atendida por uma irmã, mas quando os familiares conseguiram chegar na residência, ela já estava morta.<br />
&#8220;Tudo começou com uma briga desde ontem à noite por um motivo bem fútil e essa briga se prolongou até o dia de hoje. Infelizmente a vítima chegou a correr para a rua e pedir socorro, a vítima gritou, a vítima chegou a ligar para um familiar, ligou para um segundo familiar e esse familiar atendeu e percebeu o perigo e acionou outras pessoas da família. Quando a irmã chegou, ela já se encontrava sem vida no interior do quarto, sobre a cama&#8221;, lamentou a delegada.<br />
&#8220;A vítima pediu socorro, gritou, pessoas ouviram, pessoas se negaram a ajudar e aí nós temos o resultado. Uma pessoa que infelizmente perdeu a vida&#8221;.<br />
A delegada Carmen Ramos explicou ainda que o suspeito trancou a vítima no casa, impedindo-a de sair. Maria Jucineide ainda tentou se defender, mas infelizmente acabou sendo morta por extrangulamento.<br />
&#8220;O suspeito a encaminhou para o interior da residencia, trancou a porta, impedindo-a de sair, inclusive ele apresenta marcas em seu corpo, lesões características de defesa, ou seja, ela tentou se defender, ao mesmo tempo que gritava&#8221;, explicou Carmen Ramos.<br />
Histórico de violência<br />
Deam de Santarém<br />
Kamila Andrade/g1<br />
De acordo com a delegada, a família informou à polícia que já existia um histórico de violencia psicológica e violência física em relação a ela, mas infelizmente Maria Jucineide nunca havia registrado o caso às autoridade.<br />
O Superintendente Regional de Polícia Civil, delegado Jamil Farias Casseb, também falou sobre o caso. Jamil lamentou o ocorrido e ressaltou a importancia de registrar esse tipo de ocorrência para que a vítima receba ajuda antes de acontecer uma tragédia.<br />
&#8220;A situação desses abacates foi só o estopin de um histórico que com certeza já vinha ocorrendo, apesar de não termos ocorrencias registradas aqui na delegacia da mulher, mas já tem todo esse histórico que é relatado pelos familiares da vítima&#8221;<br />
&#8220;Fique de exemplo para que a gente busque esse socorro, essa ajuda, antes que as tragédias aconteçam&#8221;, ressaltou Jamil.<br />
O crime<br />
O crime ocorreu no início da manhã, na residência onde o casal morava. Segundo informações apuradas pela polícia, o suspeito e a vítima teriam discutido pouco antes do ocorrido.<br />
Vizinhos relataram ter ouvido barulho e, em seguida, a vítima foi encontrada já sem vida dentro do imóvel. Após o crime, o suspeito fugiu e teria pedido apoio aos irmãos para deixar o local.<br />
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