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‘Ação de Trump na Venezuela pode criar um precedente para potências autoritárias no mundo’

<p> <img src&equals;"https&colon;&sol;&sol;s2-g1&period;glbimg&period;com&sol;CMByoJPT1hkhuZoROq2Dg9LOaFw&equals;&sol;i&period;s3&period;glbimg&period;com&sol;v1&sol;AUTH&lowbar;59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a&sol;internal&lowbar;photos&sol;bs&sol;2026&sol;j&sol;Q&sol;8AWfzsSKeT04MFGzqksQ&sol;trump&period;png" &sol;><br &sol;> Donald Trump<br &sol;>&NewLine;EPA<br &sol;>&NewLine;Com a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro&comma; Donald Trump demonstrou de forma mais contundente do que nunca sua crença no poder de sua própria vontade&comma; sustentada pela força bruta do poder militar dos Estados Unidos&period; Por ordem dele&comma; os EUA colocaram Maduro atrás das grades e agora irão &&num;8220&semi;administrar&&num;8221&semi; a Venezuela&period;<br &sol;>&NewLine;O presidente americano fez o anúncio em uma coletiva de imprensa extraordinária&comma; com enormes implicações para a política externa dos EUA em todo o mundo&comma; realizada em seu clube e residência na Flórida&comma; Mar-a-Lago&period; Trump afirmou que os Estados Unidos ficarão no comando da Venezuela &&num;8220&semi;até que possamos fazer uma transição segura&comma; adequada e criteriosa&&num;8221&semi;&period;<br &sol;>&NewLine;Segundo Trump&comma; o secretário de Estado dos EUA&comma; Marco Rubio&comma; conversou com a vice-presidente venezuelana&comma; Delcy Rodríguez&comma; que teria dito&colon; &&num;8220&semi;faremos o que vocês precisarem… Ela&comma; acho&comma; foi bastante cordial&comma; mas realmente não tem escolha&&num;8221&semi;&period;<br &sol;>&NewLine;Trump deu poucos detalhes&period; Disse que &&num;8220&semi;não temos medo de colocar botas no chão&comma; se for necessário&&num;8221&semi;&period;<br &sol;>&NewLine;VEJA TAMBÉM&colon;<br &sol;>&NewLine;Em nota&comma; países latino-americanos expressam preocupação com &&num;8216&semi;tentativa de controle governamental&&num;8217&semi; após ataque à Venezuela<br &sol;>&NewLine;Mas será que ele acredita que pode governar a Venezuela à distância&quest; Essa demonstração de que ele está disposto a sustentar palavras com ação militar — elogiada efusivamente em Mar-a-Lago tanto por Marco Rubio quanto pelo secretário de Defesa dos EUA&comma; Pete Hegseth — será suficiente para remodelar a Venezuela e intimidar líderes latino-americanos a se submeterem&quest;<br &sol;>&NewLine;Soou como se ele acreditasse em algo nesse sentido&period;<br &sol;>&NewLine;As evidências indicam que isso não será fácil nem tranquilo&period;<br &sol;>&NewLine;Em outubro&comma; o respeitado think tank International Crisis Group alertou que a queda de Maduro poderia levar à violência e à instabilidade na Venezuela&period;<br &sol;>&NewLine;No mesmo mês&comma; o New York Times informou que autoridades de defesa e diplomacia do primeiro governo Trump haviam simulado cenários sobre o que poderia acontecer caso Maduro caísse&period; A conclusão foi a perspectiva de um caos violento&comma; com facções armadas disputando o poder&period;<br &sol;>&NewLine;A remoção e prisão de Nicolás Maduro representam uma demonstração extraordinária do poder militar americano&period;<br &sol;>&NewLine;Os Estados Unidos mobilizaram uma enorme armada e atingiram seu objetivo sem perder uma única vida americana&period;<br &sol;>&NewLine;Maduro havia ignorado a vontade do povo venezuelano ao desconsiderar sua própria derrota eleitoral e&comma; sem dúvida&comma; sua saída será bem-vinda para muitos cidadãos do país&period;<br &sol;>&NewLine;Mas as implicações da ação dos Estados Unidos irão repercutir muito além das fronteiras da Venezuela&period;<br &sol;>&NewLine;O clima na coletiva de imprensa em Mar-a-Lago foi triunfalista&comma; com a celebração do que foi&comma; sem dúvida&comma; uma operação exemplar&comma; conduzida por forças americanas altamente profissionais&period;<br &sol;>&NewLine;A operação militar é apenas a primeira etapa&period;<br &sol;>&NewLine;O histórico dos Estados Unidos em promover mudanças de regime pela força nos últimos 30 anos é desastroso&period;<br &sol;>&NewLine;O acompanhamento político é o que determina o sucesso ou o fracasso do processo&period;<br &sol;>&NewLine;O Iraque mergulhou em uma catástrofe sangrenta após a invasão americana em 2003&period; No Afeganistão&comma; duas décadas e bilhões de dólares investidos em tentativas de construção nacional foram varridos em poucos dias após a retirada dos EUA em 2021&period;<br &sol;>&NewLine;Nenhum dos dois países ficava no &&num;8220&semi;quintal&&num;8221&semi; dos Estados Unidos&period;<br &sol;>&NewLine;Ainda assim&comma; os fantasmas de intervenções passadas na América Latina — e a ameaça de outras que ainda podem vir — não são muito mais promissores&period;<br &sol;>&NewLine;Trump testou um novo apelido&comma; a &&num;8220&semi;Doutrina Donroe&&num;8221&semi;&comma; para a declaração feita pelo presidente James Monroe em 1823&comma; que alertava outras potências a não interferirem na esfera de influência americana no Hemisfério Ocidental&period;<br &sol;>&NewLine;&&num;8220&semi;A Doutrina Monroe é algo muito importante&comma; mas nós a superamos em muito&&num;8221&semi;&comma; disse Trump em Mar-a-Lago&period; &&num;8220&semi;Sob a nossa nova estratégia de segurança nacional&comma; a dominância americana no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionada&period;&&num;8221&semi;<br &sol;>&NewLine;Ele afirmou que o presidente da Colômbia&comma; Gustavo Petro&comma; teria de &&num;8220&semi;cuidar do próprio traseiro&&num;8221&semi;&period;<br &sol;>&NewLine;Mais tarde&comma; disse à Fox News que &&num;8220&semi;algo vai ter que ser feito com o México&&num;8221&semi;&period;<br &sol;>&NewLine;Cuba também está&comma; sem dúvida&comma; na agenda dos EUA&comma; que vem sendo conduzida por Rubio&comma; cujos pais são cubano-americanos&period;<br &sol;>&NewLine;Os Estados Unidos têm um longo histórico de intervenções armadas na América Latina&period;<br &sol;>&NewLine;Eu estava no Haiti em 1994&comma; quando o presidente Bill Clinton enviou 25 mil soldados e dois porta-aviões para impor uma mudança de regime&period; Na época&comma; o governo haitiano ruiu sem que um único tiro fosse disparado&period; Longe de inaugurar um futuro melhor&comma; os 30 anos desde então foram marcados por sofrimento quase ininterrupto para o povo haitiano&period; Hoje&comma; o Haiti é um Estado falido dominado por gangues armadas&period;<br &sol;>&NewLine;Donald Trump falou em tornar a Venezuela grande novamente&comma; mas não mencionou a democracia&period; Ele descartou a ideia de que a líder da oposição venezuelana María Corina Machado&comma; vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025&comma; deva liderar o país&period;<br &sol;>&NewLine;&&num;8220&semi;Acho que seria muito difícil para ela ser líder&comma; ela não tem apoio… Não tem respeito&&num;8221&semi;&comma; afirmou&period;<br &sol;>&NewLine;Ele não mencionou Edmundo González&comma; que muitos venezuelanos acreditam ter sido o verdadeiro vencedor das eleições de 2024&period;<br &sol;>&NewLine;Em vez disso&comma; pelo menos por enquanto&comma; os Estados Unidos estão apoiando a vice-presidente de Maduro&comma; Delcy Rodríguez&period;<br &sol;>&NewLine;Embora deva ter havido algum tipo de conluio interno que forneceu aos militares americanos as informações internas necessárias para remover Maduro&comma; o regime criado por seu antecessor&comma; Hugo Chávez&comma; parece permanecer intacto&period;<br &sol;>&NewLine;É improvável que as Forças Armadas venezuelanas&comma; apesar de qualquer humilhação que seus generais possam sentir por não conseguirem se opor ao ataque americano&comma; aceitem os planos dos EUA&period;<br &sol;>&NewLine;Os militares e os apoiadores civis do regime enriqueceram por meio de redes de corrupção que não estarão dispostos a perder&period;<br &sol;>&NewLine;Milícias civis foram armadas pelo regime&comma; e a Venezuela conta ainda com outros grupos armados&period;<br &sol;>&NewLine;Entre eles estão redes criminosas&comma; além de guerrilhas colombianas que apoiaram o regime de Maduro em troca de abrigo&period;<br &sol;>&NewLine;Nicolás Maduro e sua esposa&comma; Cilia Flores&period;<br &sol;>&NewLine;GETTY IMAGES via BBC<br &sol;>&NewLine;A intervenção dos EUA na Venezuela evidencia de forma contundente alguns dos pilares da visão de mundo de Trump&period;<br &sol;>&NewLine;Ele não faz segredo do quanto cobiça a riqueza mineral de outros países&period; Já tentou extrair lucro dos recursos naturais da Ucrânia em troca de ajuda militar&period;<br &sol;>&NewLine;Trump também não esconde seu desejo de controlar as enormes reservas minerais da Venezuela&comma; nem sua crença de que empresas petrolíferas americanas foram roubadas quando a indústria do petróleo foi nacionalizada&period;<br &sol;>&NewLine;&&num;8220&semi;Vamos retirar do subsolo uma quantidade enorme de riqueza&comma; e essa riqueza irá para o povo da Venezuela&comma; para pessoas de fora da Venezuela que antes estavam no país&comma; e também para os Estados Unidos da América&comma; na forma de compensação&&num;8221&semi;&comma; afirmou&period;<br &sol;>&NewLine;Isso deve aprofundar os temores na Groenlândia e na Dinamarca de que ele volte seu olhar não apenas para o sul&comma; mas também para o norte&period;<br &sol;>&NewLine;Os Estados Unidos não abandonaram o desejo de incorporar a Groenlândia&comma; tanto por sua posição estratégica no Ártico quanto pelos recursos naturais que estão se tornando mais acessíveis à medida que o gelo derrete em razão do aquecimento global&period;<br &sol;>&NewLine;A operação contra Maduro também representa mais um golpe sério na ideia de que a melhor forma de governar o mundo é seguir um conjunto de regras acordadas&comma; conforme estabelecido no direito internacional&period;<br &sol;>&NewLine;Essa noção já estava fragilizada antes de Donald Trump assumir o cargo&comma; mas ele já demonstrou repetidamente&comma; tanto nos Estados Unidos quanto no cenário internacional&comma; que acredita poder ignorar leis de que não gosta&period;<br &sol;>&NewLine;Aliados europeus&comma; que fazem de tudo para não irritá-lo — incluindo o primeiro-ministro Keir Starmer —&comma; enfrentam agora o desafio de afirmar apoio ao direito internacional sem condenar o fato de que a operação contra Maduro constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas&period;<br &sol;>&NewLine;A justificativa americana de que seus militares apenas auxiliaram na execução de um mandado de prisão contra um narcotraficante que se fazia passar por presidente da Venezuela é frágil&comma; especialmente diante das declarações de Trump de que os EUA passarão a controlar o país e sua indústria petrolífera&period;<br &sol;>&NewLine;Poucas horas antes de Maduro e sua esposa serem capturados&comma; ele se reuniu com diplomatas chineses em seu palácio em Caracas&period;<br &sol;>&NewLine;A China condenou a ação dos EUA&period; Afirmou que &&num;8220&semi;atos hegemônicos dos Estados Unidos violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela&comma; além de ameaçarem a paz e a segurança na América Latina e no Caribe&&num;8221&semi;&period;<br &sol;>&NewLine;Segundo Pequim&comma; os EUA deveriam &&num;8220&semi;parar de violar a soberania e a segurança de outros países&&num;8221&semi;&period;<br &sol;>&NewLine;Ainda assim&comma; a China pode enxergar um precedente na ação americana&period;<br &sol;>&NewLine;Pequim considera Taiwan uma província dissidente e já declarou que devolver o território ao controle de Pequim é uma prioridade nacional&period;<br &sol;>&NewLine;Em Washington&comma; esse é justamente o temor do vice-presidente democrata do Comitê de Inteligência do Senado&comma; o senador Mark Warner&period; Em comunicado&comma; ele afirmou que líderes chineses — e outros — estarão observando atentamente&period;<br &sol;>&NewLine;&&num;8220&semi;Se os Estados Unidos afirmam ter o direito de usar força militar para invadir e capturar líderes estrangeiros acusados de conduta criminosa&comma; o que impede a China de reivindicar a mesma autoridade sobre a liderança de Taiwan&quest; O que impede &lbrack;o presidente russo&rsqb; Vladimir Putin de apresentar justificativa semelhante para sequestrar o presidente da Ucrânia&quest; Uma vez que essa linha é cruzada&comma; as regras que contêm o caos global começam a ruir&comma; e regimes autoritários serão os primeiros a explorá-la&period;&&num;8221&semi;<br &sol;>&NewLine;Donald Trump parece acreditar que é ele quem define as regras e que o que se aplica aos Estados Unidos sob seu comando não significa que outros possam esperar os mesmos privilégios&period;<br &sol;>&NewLine;Mas não é assim que funciona o mundo do poder&period;<br &sol;>&NewLine;Suas ações no início de 2026 apontam para mais 12 meses de turbulência global&period; <br &sol;><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;g1&period;globo&period;com&sol;mundo&sol;noticia&sol;2026&sol;01&sol;04&sol;acao-de-trump-na-venezuela-pode-criar-um-precedente-para-potencias-autoritarias-no-mundo&period;ghtml" target&equals;"&lowbar;blank">Leia mais<&sol;a><&sol;p>&NewLine;

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