<p><p style="text-align:center"><a class="" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/em-comunicado-brasil-e-mais-cinco-paises-condenam-ataque-venezuela"><br />
 <img src="https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/assets-ebc@1.0.0/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg" alt="Logo Agência Brasil" style="height: 54px"><br />
				</a></p>
<p><strong>Em comunicado conjunto divulgado neste domingo (4), Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram o ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela</strong>. Eles manifestaram, ainda, grande preocupação com as ações militares conduzidas pelo presidente norte-americano Donald Trump. <img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1674162&;o=rss" style="width:1px;height:1px" /><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1674162&;o=rss" style="width:1px;height:1px" /></p>
<p>Na nota, os governos dos seis países citam a gravidade das ações registradas na Venezuela e reafirmam sua adesão aos princípios previstos na Carta das Nações Unidas, documento que representa as aspirações e conquistas da humanidade em direção à paz. </p>
<blockquote>
<p><h3>Notícias relacionadas:</h3>
<ul>
<li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/prefeito-de-nova-york-critica-ato-de-guerra-de-trump-contra-venezuela">Prefeito de Nova York critica ato de guerra de Trump contra Venezuela.</a></li>
<li><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/venezuelanos-no-exterior-reagem-ataque-dos-eua-e-queda-de-maduro">Venezuelanos no exterior reagem a ataque dos EUA e queda de Maduro.</a></li>
</ul>
<p>“Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça de força, e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas.” </p>
</blockquote>
<p>Ainda de acordo com o comunicado, os seis países avaliam que as ações constituem precedente “extremamente perigoso” para a paz e a segurança regional e colocam em risco a população civil.</p>
<p>“A situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, através do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem interferência externa e em conformidade com o direito internacional”. </p>
<p>“Reafirmamos que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana”, completou o comunicado conjunto, que reafirma a América Latina e o Caribe como uma zona de paz, “construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção“.</p>
<p>Ao final da carta, os países signatários fazem um apelo à unidade regional que vá além das diferenças políticas diante de qualquer ação que ponha a estabilidade regional em risco.</p>
<p><strong>Os países pedem ainda ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e aos Estados-membros de mecanismos multilaterais relevantes que ajudem a reduzir as tensões e a preservar a paz na região. </strong></p>
<p>“Manifestamos nossa preocupação a qualquer tentativa de controle governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, que seja incompatível com o direito internacional e que ameace a estabilidade política, econômica e social da região”, concluiu o documento. </p>
<h2>Entenda</h2>
<p>No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/trump-ataca-venezuela-e-diz-que-maduro-foi-capturado" target="_blank">meio ao ataque militar</a>, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/nicolas-maduro-passa-noite-em-prisao-de-nova-york" target="_blank">levados para Nova York</a>. </p>
<p>O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.</p>
<p>Assim como fizeram com Noriega, os <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/sem-provas-rubio-acusa-maduro-de-chefiar-organizacao-narcoterrorista" target="_blank">Estados Unidos acusam Maduro</a> de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.</p>
<p>O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.</p>
<p>Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.</p>
<p> </p>
<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/em-comunicado-brasil-e-mais-cinco-paises-condenam-ataque-venezuela" target="_blank">Leia mais</a></p>