<p> <img src="https://s2-g1.glbimg.com/CuBi1uoh332GS4pH4Aa5nJ_7Bag=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/c/8/R602SNRYaEdBwWlyscvg/banco-master.jpg" /><br /> Vorcaro diz ao STF que não tem participação em ataques ao BC e pede investigação de influenciadores digitais<br />
Uma denúncia encaminhada pelo Banco Central ao Ministério Público Federal aponta que ao menos quatro fundos investigados por ligação com o crime organizado fizeram parte de um esquema de fraude envolvendo o Banco Master.<br />
Segundo a apuração, esses fundos integram uma cadeia de transações estruturadas para inflar artificialmente ativos e permitir que recursos voltassem ao controle do dono do banco, Daniel Vorcaro, e de diretores da instituição.<br />
De acordo com o Banco Central, as operações suspeitas envolvem fundos administrados pela Reag DTVM, empresa do setor financeiro que foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada para investigar lavagem de dinheiro ligada à máfia dos combustíveis e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).<br />
O material enviado pelo BC ao MPF, em 17 de novembro, estima que as transações sob suspeita possam chegar a R$ 11,5 bilhões.<br />
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master<br />
Banco Master<br />
Como funcionaria o esquema<br />
Segundo técnicos do Banco Central, os fundos teriam sido usados para simular aportes de capital no Banco Master, criando a aparência de que o banco tinha recursos suficientes para continuar operando nos últimos meses antes da liquidação. Na prática, porém, os valores estariam lastreados em ativos de baixa liquidez e sobrevalorizados, que valiam muito menos do que o registrado nas operações.<br />
O modelo descrito pelo BC segue um padrão:<br />
â¶ï¸o Banco Master concedia empréstimos a empresas;<br />
â¶ï¸essas empresas aplicavam os recursos em fundos;<br />
â¶ï¸os fundos compravam ativos de baixíssima liquidez por valores inflados;<br />
â¶ï¸esses ativos acabavam retornando, direta ou indiretamente, a fundos ligados a Vorcaro e a pessoas de sua confiança.<br />
Em um exemplo citado pelos investigadores, um título avaliado em R$ 100 poderia ser negociado internamente por R$ 1.000, elevando artificialmente o valor do patrimônio envolvido na operação.<br />
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Blog do Valdo Cruz: nova suspeita de fraude do Banco Master envolve fundos da Reag, alvo da operação Carbono Oculto<br />
Indícios de crime e falhas de gestão<br />
Trechos da chamada “Notícia de Fatos”, enviada pelo Banco Central ao MPF e obtida pelo blog do Valdo Cruz, afirmam que há indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional cometidos por administradores do Banco Master e da Reag. O documento também aponta falhas graves no gerenciamento de riscos.<br />
Segundo o BC, entre julho de 2023 e julho de 2024, o Master realizou operações estruturadas de crédito corporate que somaram R$ 11,5 bilhões, com elevada concentração em poucos clientes e em desacordo com princípios básicos de seletividade, liquidez e diversificação de riscos. Parte dessas operações tinha como garantia fundos de investimento que, em tese, deveriam funcionar como fundos de liquidez.<br />
Técnicos afirmam que o gerenciamento inadequado desses riscos teria sido deliberado, para evitar a reavaliação dos ativos a valores mais próximos da realidade. O valor inflado foi usado, segundo a apuração, para justificar aportes de capital exigidos pelo próprio Banco Central.<br />
Liquidação e questionamentos no TCU<br />
Todo esse histórico de transações foi reunido pelo Banco Central no processo que resultou na liquidação extrajudicial do conglomerado Master, decretada em novembro. A decisão foi justificada pelo BC com base no “esgotamento de todas as alternativas de solução de mercado”, na situação econômico-financeira crítica do banco e na identificação de irregularidades graves que comprometiam a solvência da instituição.<br />
O caso também foi levado ao Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo no tribunal, chegou a determinar uma inspeção técnica em documentos do Banco Central, mas a medida acabou sendo suspensa após reações contrárias e a abertura de um processo de mediação. <br /><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/01/09/quatro-fundos-investigados-por-ligacao-com-o-crime-organizado-aparecem-em-suspeita-de-fraude-do-banco-master.ghtml" target="_blank">Leia mais</a></p>