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Brasil

Menino foi vítima de charrete antes de turista morrer após ser atropelada em praia no litoral de SP


Casos aconteceram em um intervalo de um ano e dois meses em Itanhaém (SP). Prefeitura alega ter tomado medidas para prevenir novos acidentes. Thalita Danielle foi atropelada por uma charrete pouco mais de um ano depois de criança ser atingida por cavalos em Itanhaém (SP)
Reprodução
O caso de Thalita Danielle Hoshino, a turista que morreu após ser atropelada por uma charrete na praia de Itanhaém, no litoral de São Paulo, aconteceu aproximadamente um ano depois de um menino também ser atingido por um veículo na faixa de areia da cidade. Na ocasião, o menor passou por exames em uma unidade de saúde e foi liberado.
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Thalita foi atropelada na altura da Avenida Santa Cruz, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe, no último domingo (23). Ela sofreu traumatismo cranioencefálico e foi internada, mas morreu dois dias depois.
Em janeiro de 2024, um menino de oito anos foi atropelado por uma charrete na praia do Cibratel 1, também em Itanhaém. À época, uma testemunha afirmou ter visto o condutor do veículo em alta velocidade antes de fazer a criança ‘voar’ com a colisão.
Na ocasião, o condutor da charrete fugiu sem prestar socorro ao menino, que foi resgatado por um guarda-vidas. O menor foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Infantil, onde passou por exames e foi liberado.
Imagens obtidas pelo g1 mostram o condutor da charrete que atingiu o menino saindo da praia sem nenhum impedimento (veja abaixo).
Homem fugiu após atropelar criança com charrete guiada por cavalo em praia de Itanhaém, SP
Thalita Danielle
Conforme apurado pelo g1, o condutor da charrete disse aos policiais que não percebeu a aproximação de Thalita antes de atropelá-la.
A amiga da vítima, Gabriela Ferreira Neves de Andrade, estava no momento do acidente e contestou a versão. A mulher acredita que o condutor apostava uma corrida com outro charreteiro quando atingiu Thalita. A Polícia Civil instaurou um inquérito por homicídio tentado.
Vídeo mostra ciclista atropelada por charrete momentos antes de acidente em praia
Prefeituras
Em nota, a Prefeitura de Itanhaém informou que a Lei nº 3.553/2009 proíbe o ingresso e a permanência de animais na faixa de areia, enquanto a Lei nº 4.558/22 impede a circulação de veículos de tração animal em toda a cidade.
A administração municipal acrescentou ter instalado obstáculos na Avenida Santa Cruz, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe, que dá acesso ao local do acidente com Thalita. Os bloqueios, porém, foram retirados em atos de vandalismo.
Ainda segundo a prefeitura, a Guarda Civil Municipal (GCM) realiza diversas operações de força-tarefa, incluindo ações compartilhadas com Peruíbe para fiscalizar a prática irregular.
A Prefeitura de Peruíbe confirmou as tratativas para operações conjuntas com o objetivo de fiscalizar o uso de charretes na divisa.
De acordo com a Secretaria de Segurança da cidade, uma força-tarefa formada pela GCM, PM e agentes de fiscalização de trânsito é montada quando a pasta recebe denúncias sobre as práticas ilegais.
“O setor acrescenta que nunca houve apreensão de charretes, mas já instalou obstáculos com o objetivo de coibir o trânsito delas e tubos de concreto na Avenida Santa Cruz com a faixa de areia. Entretanto a pasta destaca que há aldeias ali na região que utilizam a praia como acesso de carro”, finalizou.
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