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Vasco tem média de 19 finalizações por jogo no ano; Contra o Trem-AP foram 32 finalizações





 

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Com o perdão do trocadilho, mas o Vasco atropelou o Trem-AP na noite desta quinta-feira, no Estádio Mané Garrincha. A classificação para a próxima fase da Copa do Brasil se deu em ritmo de treino para o time de Maurício Barbieri, que fez o que se espera dele diante de um adversário de nível inferior, goleou por 4 a 0 e avançou sem sofrer absolutamente susto algum.

Foram assustadoras 32 finalizações no jogo inteiro, 13 delas na direção do gol – além do chute de Eguinaldo, no segundo tempo, que parou na trave. O Vasco tratou de impor seu ritmo desde o primeiro minuto e matou no ato qualquer chance da concepção de uma zebra, que, como sabemos, costuma dar as caras neste início de competição.

Com a pontaria ligeiramente mais afiada, era noite para goleada histórica em Brasília.

Nenê, do Vasco, comemora gol marcado contra o Trem — Foto: Daniel Ramalho / CRVG

Nenê, do Vasco, comemora gol marcado contra o Trem — Foto: Daniel Ramalho / CRVG

O time de Barbieri provou, mais uma vez, sua capacidade de criar chances a ritmo industrial e consolidou uma média de 19,6 finalizações por jogo na temporada. Ao todo, são 177 finalizações nas nove partidas disputadas até aqui – oito no Campeonato Carioca e agora uma na Copa do Brasil. E vale a ressalva que, nas duas primeiras rodadas do estadual, com o elenco principal na Flórida, o Vasco foi a campo com um time alternativo.

Já dá para dizer que essa será uma característica do Vasco de Barbieri, em que se pese o nível da maioria dos adversários enfrentados até aqui (o Trem, atual campeão amapaense, havia disputado um único jogo no ano antes desta quinta). Contra Fluminense e Botafogo, rivais históricos que disputam a Série A, no entanto, o enredo foi parecido – daí é que se tira a conclusão.




Por outro lado, o Vasco precisa parar de perder tantas oportunidades. São 17 gols marcados na temporada, ou seja, um a cada 10 finalizações aproximadamente. Numa partida como essa contra o Trem, o nível de concentração e capricho tende a diminuir diante da inferioridade do adversário, é verdade. Mas chama muita atenção a quantidade de gols perdidos, sobretudo por Pedro Raul, que depois da vitória disse que se cobra bastante com relação a isso.

No Mané Garrincha, esses lances não fizeram falta no final das contas. Léo Jardim foi mero espectador do espetáculo e deixou o campo com uma defesa e nada mais. O Vasco anulou as raras investidas do Trem e dominou o jogo do início ao fim, com direito a 80% de posse de bola em determinado momento do primeiro tempo. Rodrigo, cada vez mais consolidado como primeiro volante titular, cumpriu bem a função de proteger a defesa e só não efetuou mais desarmes que o incansável Gabriel Pec: cinco contra seis.

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Na construção, o Vasco se fez valer da boa atuação de Jair, que voltou ao time depois de dois jogos fora tratando lesão na coxa e se posicionou entre a primeira e segunda linhas do Trem, dificultando demais a marcação adversária e fazendo o jogo do Vasco fluir. Em função do volume de jogo vascaíno, esse posicionamento muitas vezes se dava já quase dentro da área do Trem. Não à toa, o volante finalizou quatro vezes e foi premiado com o gol de pênalti nos acréscimos.

Dentro dessas circunstâncias, grande atuação dos zagueiros Léo e Miranda, os jogadores que mais acertaram passes (56) na partida. Léo, com a facilidade de conduzir a bola e atacar os espaços, foi o responsável por iniciar a jogada dos dois primeiros gols, por exemplo.

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Uma vez no ataque, o time procurou os espaços nas laterais e abusou dos cruzamentos na área em busca de Pedro Raul, que deixou o seu justamente depois de uma assistência de Lucas Piton. Antes disso, Erick Marcus já havia inaugurado o placar com um golaço invadindo a área pela esquerda e fuzilando o goleiro. Foi o primeiro gol como profissional do atacante de 18 anos.

Erick Marcus, atacante do Vasco, comemora gol contra o Trem — Foto: Daniel Ramalho / CRVG

Erick Marcus, atacante do Vasco, comemora gol contra o Trem — Foto: Daniel Ramalho / CRVG

Foram várias e várias chances claras de gol nascidas em bolas alçadas na área. À medida que o tempo passava e a disparidade no condicionamento físico das duas equipes ganhava evidência, o Vasco teve ainda mais facilidade de encontrar os espaços no ataque. Nenê, aos 41 anos, ganhou do marcador na corrida após uma cobrança ruim de escanteio, ficou com a bola do outro lado e acertou um lindo chute de fora da área para levar os quase 10 mil torcedores ao delírio no Mané Garrincha.

Classificado, o Vasco volta as atenções ao Campeonato Carioca, onde tem compromisso na próxima segunda-feira, contra o Boavista, em São Januário.

Fonte: GE